Engenharia

I-Trade Chain: um ano em produção

184 milhões de operações, uptime de 99,99% e algumas surpresas desagradáveis. Fazemos o balanço do primeiro ano da rede pública em que os algoritmos registram cada operação.

8 min de leitura Equipe quant da I-Trade

Por que uma corretora precisa de blockchain

O principal problema do algo-trading para o cliente é a confiança: como ter certeza de que os retornos declarados da estratégia não são fabricados? Nossa resposta é o registro público: o hash de cada operação de cada estratégia é gravado na rede L2, e qualquer pessoa pode verificar matematicamente os relatórios contra os fatos.

Isto não é "blockchain pelo blockchain": o registro custa menos de €0,001, é finalizado em 1,2 segundos e não desacelera as negociações — ocorre em paralelo à execução.

O que quebrou ao longo do ano

Lista honesta: o sequenciador degradou duas vezes sob carga de pico (as operações foram armazenadas em buffer, nenhuma foi perdida), uma vez a divergência de relógio entre o núcleo de negociação e a rede gerou alertas falsos de monitoramento, e em uma ocasião o aumento das taxas L1 atrasou a ancoragem de lotes por quatro horas.

Nenhum incidente afetou as negociações — o sistema contábil sempre duplica o registro on-chain. Mas cada ocorrência foi incluída em um post-mortem público: a transparência se estende também aos nossos erros.

Efeito inesperado: pesquisadores

Analistas externos passaram a utilizar os dados abertos da rede — surgiram dashboards independentes de qualidade de execução e trabalhos acadêmicos sobre microestrutura de mercado. Não planejávamos isso, mas hoje consideramos o ecossistema de pesquisadores o principal argumento pela abertura: centenas de olhos externos nos auditam gratuitamente.

O que vem a seguir

Os planos para o segundo ano incluem uma API pública de subscrição de eventos de estratégia, provas de reservas em tempo real e uma ferramenta para reguladores com acesso direto ao histórico verificado de execução. A transparência deixa de ser uma funcionalidade e passa a ser infraestrutura.

Em resumo
  • 184 milhões de operações registradas na rede pública em um ano, uptime de 99,99%.
  • Todos os incidentes são documentados em post-mortems públicos; a operação nunca foi afetada.
  • Os dados abertos geraram um ecossistema de analistas independentes.

Este material tem caráter informativo e não constitui recomendação individual de investimento. Investimentos envolvem risco.

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